A arte segundo Schopenhauer
Cabeça colossal olmeca em pedra Não só a filosofia mas também as belas artes propõem–se, no fundo, a solucionar o problema da existência. Pois em cada espírito que uma vez se entregou à pura contemplação objetiva do mundo, ativou–se, mesmo se inconsciente e oculto, um esforço para compreender a verdadeira essência das coisas, da vida, da existência. Já que somente a essência possui interesse para o intelecto enquanto tal, isto é, para o puro sujeito do conhecer liberto dos fins da vontade; assim como somente os fins da vontade possuem interesse para o sujeito que conhece enquanto mero indivíduo. — Por isso, o resultado de cada concepção puramente objetiva, portanto artística das coisas, é uma expressão a mais da essência da vida e da existência, uma resposta a mais à questão: "que é a vida?" — A essa questão responde acertadamente, à sua maneira, cada obra de arte genuína e bem elaborada. Todavia, as artes falam de modo completo apenas a língua ingênua e infantil da intuição...


