O concept BB1 da Peugeot, revelado em 2009, estava um passo à frente do seu tempo

Este é o concept car BB1 da Peugeot. Um supermini totalmente eléctrico apresentado ao mundo em 2009. Parece mentira não é? Quando olhamos para as suas imagens pensamos que estamos a falar de 2020 ou 2019. Mas não o BB1 foi uma proposta arrojada dos designers da Peugeot que antecipou a chegada da era dos carros eléctricos e logo em formato ultracompacto. O seu design arrojado apresenta algumas soluções funcionais inovadoras.
Pode-se dizer que este modelo estava um passo à frente do seu tempo. O seu design fragmentado é cativante e inovador. Continua bem vivo e actual depois de passados mais de 10 anos desde a sua apresentação. É frequente os concept cars tornarem-se desactualizados com o passar do tempo, isto é, facilmente identificáveis com uma determinada época mas este não aparenta desgaste estético.
Até parece que os carros actuais foram-se inspirar neste concept francês. Parece que vemos aqui e ali pinceladas do Nissan Juke, um modelo que marcou uma nova era no design automóvel. O seu formato inspira-se no BMW Isetta, apelidado de Ovo. No capot e cavas das rodas dianteiras é possível vislumbrar imagens do Citroen 2CV. Mas é óbvio que a grande fonte de inspiração para o BB1 terá sido o Smart fortwo.
Aliás, o desenvolvimento do Smart fortwo eléctrico começou em 2006. Na altura parecia uma ideia ainda com um futuro incerto mas a Peugeot não quis ficar atrás e mostrou ao mundo este modelo. Foi pena o concept BB1 não ter entrado na fase de produção com uma versão a combustão. Teve a infelicidade de apanhar a crise financeira do subprime que, certamente, obrigou a colocar o projecto de lado, e implicou cortes de custos na indústria automóvel.
O BB1 concept é um modelo pensado para receber uma motorização 100% elétrica. Apesar do seu formato ultracompacto dispõe de quatro lugares. O que chama mais a atenção neste modelo é o vidro frontal em cunha que se prolonga pelo tejadilho numa peça única e que deve ter custos de fabrico elevadíssimos. O seu desenho parece contrariar as leis da aerodinâmica mas foi feito para pensar no volume interior com capacidade para quatro ocupantes.
Este modelo não é propriamente um carro de corrida, foi feito para andar na cidade onde a velocidade e a aerodinâmica não são factores predominantes. O perfil mergulhante das linhas de cintura laterais dão dinâmica ao ultracompacto. Se o BB1 procura a vanguarda também é certo que tem algum toque retro com as portas suicida. As ópticas traseiras em forma de C que se prolongam pela lateral dão fluidez a todo o conjunto e hoje há muitos modelos que usam esta técnica. Finalmente o volante em forma característica de motas parece ser o elemento menos conseguido, ou será que a ideia passava por ser uma moto de quatro rodas?







Comentários
Enviar um comentário