A idealização do universo em formas platónicas

Mão com Esfera Reflectora, M.C. Escher

O retomar das formas clássicas platónicas durante o Renascimento foi um regresso ao mundo clássico e à Grécia. Inspirado pela matemática e geometria euclidiana. O círculo, o quadrado e o triângulo inspiraram muitos artistas durante este período fascinados pela ideia de estruturação do universo com base nestas formas.

Alguns artistas e astrónomos desse período assim o acreditavam. Leonardo da Vinci, Juan Kepler entre outros criaram modelos próprios. Mais tarde Le Corbusier retomou o tema. Ainda hoje muitos artistas continuam a seguir esta corrente. Isso é visível no trabalho de inúmeros arquitectos.


Será o mundo todo organizado por meio
de formas geométricas euclidianas?


Homem Vitruviano, Leonardo da Vinci


Modelo planetário de Kepler


Le Modulor, Le Corbusier


No entanto o universo é mais complexo e possui subtilezas e imprecisões que sugerem outras formas para além da geometria euclidiana. Tal como Fernando Lanhas disse "um seixo é mais rico do que uma esfera em termos de variações plásticas e sombras". O próprio sistema solar, onde diversos planetas efectuam trajectos em torno do sol, é estruturado por órbitas em forma de elipses e não círculos perfeitos.

Towards A New Architecture, Le Corbusier


A exploração de geometrias complexas, para além das formas puras euclidianas, é hoje explorado por inúmeros artistas, como escultores e arquitectos, pois potenciam o surgimento de novos espaços e novas linguagens.

O avanço da tecnologia permite hoje a construção de edifícios com formas geométricas bastante complexas. Novas ferramentas de desenho auxiliado por computador garantem hoje aos arquitectos a construção de formas, antes impossíveis.


Heydar Aliyev Center, Zaha Hadid


Museu Guggenheim em Bilbao, Frank Gehry

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